domingo, 27 de setembro de 2015

Por que são as pessoas? (Cap. 1)

   No primeiro capítulo “Por que são as pessoas”, o autor pretende explicar como ocorreu a evolução. Dessa forma, consegue-se perceber que características são herdadas geneticamente, no entanto, elas não são fixas e inalteradas durante o decorrer dos anos e a reprodução das espécies. Segundo ele, existem muitas concepções sobre isso, algumas até podem ser consideradas errôneas - vide o texto do livro “On aggression” de Lorenz. No qual ele afirma que o bem do indivíduo (gene) prevalece sobre o bem da espécie (grupo). Com esse propósito, Dawkins escreveu este capítulo porque independentemente de qualquer coisa, isto é um assunto importantíssimo para o ser humano por tocar todos os aspectos sociais, psicológicos e morais do indivíduo.  No livro, o autor tenta convencer o leitor, por meio de técnicas argumentativas, sobre como os comportamentos egoístas e altruístas afetam a evolução. Em uma perspectiva mais clara, os comportamentos altruístas propiciam a seleção de grupo - aumentando o bem estar do outro, mesmo que isto possa acarretar em um dano a si mesmo; e os comportamentos egoístas favorecem apenas a seleção natural do indivíduo - sendo exatamente o oposto da anterior, em que uma ação beneficiará o próprio, mesmo que isso cause danos ao terceiro.
   Para justificar o perfil egoísta, o autor dá alguns exemplos como o das gaivotas. Nesse as gaivotas de cabeça preta esperam o vizinho deixar o seu ninho, a fim de buscar comida. Dessa maneira, a gaivota de cabeça preta aproveita-se da ausência da outra ave e, egoistamente, vai até o ninho deste e alimenta-se de seus filhotes. Por conseguinte, a gaivota, além de obter uma ótima refeição nutritiva sem precisar ir longe, não deixa o seu ninho totalmente desprotegido, á mercê de predadores. O outro exemplo é o canibalismo das fêmeas do louva-a-deus. Essas, no ritual de acasalamento comem a cabeça do macho. Desse modo, em uma visão primária, ela se alimenta e adquire mais nutrientes para o seu desenvolvimento. Além disso, é possível que o desempenho sexual do macho aumente com esta atitude. Por outro lado, para explicar o altruísmo ele utiliza como exemplo o comportamento de aferroar das abelhas operárias a fim de salvar o mel de possíveis ladrões; nessa situação, o ato de picar pode ser identificado como altruísta, visto que a abelha operária morre na tentativa de repelir o invasor. Por fim, existem espécies de pássaros que fazem o seu ninho no chão, no entanto isso é um grande risco devido a facilidade de acesso aos predadores. Assim, quando se aproxima um desses, a ave afasta-se para longe do ninho e, simulando uma asa quebrada, ela as abre; atraindo, então, a atenção do predador para que ao aproximar-se, a ave escapa e volta para o ninho com segurança.
   Nota-se, portanto, que o autor defende um ponto de vista muito próprio, em que a evolução é pautada em comportamentos egoístas e altruístas.

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