No terceiro capítulo, o autor afirma que todos os animais,
vírus bactérias e plantas são máquinas de sobrevivência e que apesar de
apresentarmos uma enorme diferença na morfologia e nos órgãos internos, todos
os seres apresentam semelhanças na estrutura química fundamental.
Dawkins fala sobre a molécula de DNA, os nucleotídeos e a
dupla hélice ou "espiral imortal". Destaca que os homens apresentam 4
nucleotídeos (G, C, T e A) formando o DNA e que os nucleotídeos dos homens são
idênticos aos nucleotídeos dos caramujos. Entretanto, a sequência desses
nucleotídeos no homem é diferente com a sequência no caramujo e também em outro
homem, com exceção dos casos de gêmeos idênticos. Para o autor, as moléculas de
DNA possuem duas funções: uma é na supervisão indireta da produção de
proteínas, e a outra é na replicação criando cópias de si mesmo. Ele discorre
que a fabricação das proteínas é a ponto inicial para a formação de um corpo.
Segundo Dawkins a produção dos corpos é controlada
indiretamente pelos genes e as características adquiridas ao longo da vida não
são passadas para a prole. Conclui-se então que a produção dos corpos é uma
forma de os genes permanecerem inalterados, por este motivo ele afirma que os
genes são uma unidade duradoura e que os indivíduos são apenas veículos
temporários para uma combinação passageira de genes.
A máquina de sobrevivência apresenta inúmeros genes. A
partir desta enorme quantidade é que ocorre a produção de um corpo não sendo
possível conseguir diferenciar qual a contribuição que um determinado gene tem
em relação ao outro. Dawkins
enfatiza que estes genes não podem ser escolhidos pelos indivíduos, mas a
população possui um "Pool gênico" que é um conjunto completo de
alelos que são encontrados no material genético de cada indivíduo.
O alelo está diretamente relacionado com a rivalidade dos
genes para a caracterização de algo. O exemplo utilizado pelo autor é a
concorrência dos olhos castanhos com os olhos azuis em que o gene para olhos
castanhos é dominante sobre o gene para olhos azuis. Determinando assim que uma pessoa só
terá olhos azuis quando ambas forem unânimes.
O autor deixa subentendido que os genes são uma unidade
potencialmente imortal ao passo que os corpos são apenas temporários.
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