domingo, 27 de setembro de 2015

Espirais imortais (Cap. 3)

   No terceiro capítulo, o autor afirma que todos os animais, vírus bactérias e plantas são máquinas de sobrevivência e que apesar de apresentarmos uma enorme diferença na morfologia e nos órgãos internos, todos os seres apresentam semelhanças na estrutura química fundamental.
   Dawkins fala sobre a molécula de DNA, os nucleotídeos e a dupla hélice ou "espiral imortal". Destaca que os homens apresentam 4 nucleotídeos (G, C, T e A) formando o DNA e que os nucleotídeos dos homens são idênticos aos nucleotídeos dos caramujos. Entretanto, a sequência desses nucleotídeos no homem é diferente com a sequência no caramujo e também em outro homem, com exceção dos casos de gêmeos idênticos. Para o autor, as moléculas de DNA possuem duas funções: uma é na supervisão indireta da produção de proteínas, e a outra é na replicação criando cópias de si mesmo. Ele discorre que a fabricação das proteínas é a ponto inicial para a formação de um corpo.
   Segundo Dawkins a produção dos corpos é controlada indiretamente pelos genes e as características adquiridas ao longo da vida não são passadas para a prole. Conclui-se então que a produção dos corpos é uma forma de os genes permanecerem inalterados, por este motivo ele afirma que os genes são uma unidade duradoura e que os indivíduos são apenas veículos temporários para uma combinação passageira de genes.
   A máquina de sobrevivência apresenta inúmeros genes. A partir desta enorme quantidade é que ocorre a produção de um corpo não sendo possível conseguir diferenciar qual a contribuição que um determinado gene tem em relação ao outro. Dawkins enfatiza que estes genes não podem ser escolhidos pelos indivíduos, mas a população possui um "Pool gênico" que é um conjunto completo de alelos que são encontrados no material genético de cada indivíduo.
   O alelo está diretamente relacionado com a rivalidade dos genes para a caracterização de algo. O exemplo utilizado pelo autor é a concorrência dos olhos castanhos com os olhos azuis em que o gene para olhos castanhos é dominante sobre o gene para olhos azuis. Determinando assim que uma pessoa só terá olhos azuis quando ambas forem unânimes.
   O autor deixa subentendido que os genes são uma unidade potencialmente imortal ao passo que os corpos são apenas temporários.

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