quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A Batalha dos sexos (Cap. 9)

Como já foi dito por Dawkins, no capítulo anterior, que existe conflito de interesses entre pais e filhos compartilhando 50% de seus genes, então o quanto mais difícil deve ser o conflito entre os parceiros sexuais que não apresentam nenhum grau de parentesco? O que os pais possuem em comum é o investimento nos mesmos filhos, mas se um deles investir menos em cada filho poderá conseguir alguma vantagem em propagar ainda mais o seu gene, pois terá mais recursos para investir em outros filhos com outros parceiros sexuais. Em algumas espécies os machos conseguem fazer isso, mas em outras eles são obrigados a compartilhar uma fração igual na criação dos filhos.
O autor neste capítulo investiga a natureza fundamental da diferença entre os sexos. Em mamíferos, a definição do sexo é feita por um conjunto de fatores como: a existência de um pênis, a amamentação, a gestação, etc. Todos esses critérios funcionam para mamíferos, mas para outros animais e plantas em geral, não. Como no caso dos sapos que nenhum dos dois sexos possui um pênis.
Uma característica fundamental que diferencia os sexos masculino e feminino está relacionada com os gametas, onde o gameta masculino é muito menor e mais numeroso do que o gameta feminino. Então como cada espermatozóide é minúsculo, a produção diária deles é bem maior, dando ao macho a capacidade de produzir mais filhos em um menor período de tempo, utilizando diferentes fêmeas.
Existe uma discordância de quem é a responsabilidade de criar cada filho, mas como o investimento materno é maior por causa de o gameta ser maior e mais nutritivo, a mãe tem um comprometimento melhor com cada filho em relação ao pai.
No caso de abandono do pai, a fêmea pode enganar outro macho ou abortar o filhote mesmo depois de todo o investimento. Outra opção é criar o filho sozinho, o que será mais vantajoso se o filho for mais velho, por causa do maior investimento por parte da mãe, e terá menos exigência na sua criação. A vantagem será sempre daquele que abandonar primeiro, então, a fêmea que se sentir ameaçada de abandono poderá desertar antes do que o seu parceiro.

Dawkins também analisa a diferença entre machos e fêmeas, em que os machos para conseguir sua parceira sexual exibem cores vistosas, e as fêmeas exibem uma aparência mais monótona. Por um lado, essas cores brilhantes podem também atrair predadores, mas por outro lado, cores mais pálidas podem ter menos probabilidade de conseguir fêmeas.

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