Dawkins afirma que algumas pessoas tratam
da reprodução e o cuidado com a prole separadamente dos outros tipos de
altruímo. Mas o que ele faz no capítulo 7 é uma distinção entre colocar novos
indivíduos no mundo com o de cuidar dos já existentes, chamando essas duas
atividades de produção de descendentes e cuidados para com eles. A máquina de
sobrevivência precisa tomar decisões em relação a produzir ou criar, sendo que
as duas competem entre si pelo tempo e por outros recursos de um indivíduo. A
escolha deve ser tomada pelo individuo: “deverei cuidar desta criança ou
deverei produzir outra?”.
Os mamíferos e os pássaros que são os
animais em que estamos mais familiarizados são excelentes criadoras, e a
decisão de reproduzir geralmente é acompanhada da decisão de criar.
É a respeito dessa questão que existem
opiniões distintas sobre a “seleção de grupo”, isto porque Wynne-Edwards,
sugeriu que “os animais reduzem deliberada e altruisticamente suas taxas de
natalidade pelo bem do grupo como um todo”. Esta hipótese sugerida ganha força,
pois a humanidade está reproduzindo demais. O tamanho da população vai depender
de 4 fatores: nascimentos, mortes, imigrações e emigrações. Tomando-se a
população mundial como um todo, os dois últimos podem ser ignorados ficando
apenas com nascimentos e mortes. Mas o autor afirma que o crescimento da
população não depende apenas de quantos ela têm, mas também de quando as
pessoas têm filhos. Pois quanto maior for os espaços entre as gerações a
tendência é que a população crescerá a uma taxa menor por ano e este controle
da natalidade é importante para o planejamento familiar.
David lack diz que as aves selvagens
controlam o tamanho de suas ninhadas para aumentar o número de filhotes
sobreviventes. Esta é uma maneira longe de ser altruísta e sim egoísta, pois o aumento
na produção de filhotes tem como custo a menor eficiência na criação por causa
da deficiência de alimentos, ficando assim com um número menor que o ideal.
O individuo que possuir filhos acima daquilo
que pode conseguir sustentar será punido, porque uma quantidade menor deles
sobreviverá. Então a atitude egoísta de limitar o número de nascimentos é
válida para a sobrevivência e transmissão dos seus genes para as gerações
futuras.
Dawkins conclui que os indivíduos
realizam o planejamento familiar não para beneficiar a população como um todo e
sim para otimizar suas taxas de natalidade fazendo com que um número maior de
filhos sobrevivam.
Gostei muito
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