quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Planejamento familiar (Cap. 7)

Dawkins afirma que algumas pessoas tratam da reprodução e o cuidado com a prole separadamente dos outros tipos de altruímo. Mas o que ele faz no capítulo 7 é uma distinção entre colocar novos indivíduos no mundo com o de cuidar dos já existentes, chamando essas duas atividades de produção de descendentes e cuidados para com eles. A máquina de sobrevivência precisa tomar decisões em relação a produzir ou criar, sendo que as duas competem entre si pelo tempo e por outros recursos de um indivíduo. A escolha deve ser tomada pelo individuo: “deverei cuidar desta criança ou deverei produzir outra?”.
Os mamíferos e os pássaros que são os animais em que estamos mais familiarizados são excelentes criadoras, e a decisão de reproduzir geralmente é acompanhada da decisão de criar.
É a respeito dessa questão que existem opiniões distintas sobre a “seleção de grupo”, isto porque Wynne-Edwards, sugeriu que “os animais reduzem deliberada e altruisticamente suas taxas de natalidade pelo bem do grupo como um todo”. Esta hipótese sugerida ganha força, pois a humanidade está reproduzindo demais. O tamanho da população vai depender de 4 fatores: nascimentos, mortes, imigrações e emigrações. Tomando-se a população mundial como um todo, os dois últimos podem ser ignorados ficando apenas com nascimentos e mortes. Mas o autor afirma que o crescimento da população não depende apenas de quantos ela têm, mas também de quando as pessoas têm filhos. Pois quanto maior for os espaços entre as gerações a tendência é que a população crescerá a uma taxa menor por ano e este controle da natalidade é importante para o planejamento familiar.
David lack diz que as aves selvagens controlam o tamanho de suas ninhadas para aumentar o número de filhotes sobreviventes. Esta é uma maneira longe de ser altruísta e sim egoísta, pois o aumento na produção de filhotes tem como custo a menor eficiência na criação por causa da deficiência de alimentos, ficando assim com um número menor que o ideal.
O individuo que possuir filhos acima daquilo que pode conseguir sustentar será punido, porque uma quantidade menor deles sobreviverá. Então a atitude egoísta de limitar o número de nascimentos é válida para a sobrevivência e transmissão dos seus genes para as gerações futuras.
Dawkins conclui que os indivíduos realizam o planejamento familiar não para beneficiar a população como um todo e sim para otimizar suas taxas de natalidade fazendo com que um número maior de filhos sobrevivam.

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