O capítulo 6 começa respondendo a duas perguntas: a primeira é o
que é o gene egoísta? “Ele é toda a réplica de um fragmento particular de DNA,
distribuída pelo mundo todo.” E a segunda pergunta é o que um gene egoísta
isolado tenta fazer? “Ele tenta se tornar mais numeroso no pool gênico,
ajudando a programar os corpos nos quais se encontra, de modo que sobrevivam e
se reproduzam.” Com isso, o ponto importante deste capítulo é que um gene pode
ser capaz de ajudar a fazer réplicas de si próprio, mesmo que esteja localizada
em outros corpos. Então, isto parece ser um altruísmo individual, mas realizado
pelo egoísmo dos genes.
Existem algumas
maneiras para que o gene reconheça cópias de si mesmo em outros indivíduos
como: quando um possuidor de um gene altruísta realiza atos altruístas ou
realizando cálculos de probabilidades de parentes.
Para explicar o
cálculo de probabilidade o autor fala que para pais e filhos a probabilidade de
possuírem o mesmo gene é de 50%. Agora se o indivíduo A for tio de B a
distância entre as gerações será de 3, e será necessário calcular ½ x ½ x ½, ou
seja, (½)3, então se a distância de gerações através de um
antepassado for de x, a parte de parentesco será de (½)x.
Para calcular a distância entre as
gerações é preciso identificar um antepassado em comum de A e B. Se A é tio de
B, por exemplo, então o antepassado em comum é pai de A e avô de B. O cálculo
vai começar em A e subir até atingir o antepassado em comum (Pai de A e Avô de
B), depois desça até B. O número total de degraus para cima e depois para baixo
é a distância de geração, ou seja, 1 degrau para cima e 2 degraus para baixo (1
+ 2 = 3).
Depois de definido todos esses
cálculos, dawkins disserta sobre o altruísmo de parentesco falando que
determinados “genes suicidas” acabam salvando a vida de parentes cujo seu grau
de parentesco seja confirmado. Com tudo isso, tal gene, em média, tenderá a
continuar vivendo nos corpos de um número suficiente de indivíduos salvos pelo
altruísta para compensar a morte deste último.
Dawkins conclui que o parentesco
“verdadeiro” pode não ser tão importante na evolução do altruísmo do que a
estimativa de parentesco que os animais podem fazer. Pois além do índice de
parentesco deve-se levar em conta também o índice de certeza.
Normalmente é possível ter mais
certeza sobre quem são seus filhos do que sobre quem são seus irmãos. Ainda em
determinadas espécies a mãe pode ter mais certeza do que o pai a respeito de
quem são seus filhos, pois é a mãe que põe o ovo ou dá a luz, então ela tem uma
boa probabilidade de saber ao certo quais são os indivíduos portadores de seus
genes.
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