quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Manipulando os genes (Cap. 6)

   O capítulo 6 começa respondendo a duas perguntas: a primeira é o que é o gene egoísta? “Ele é toda a réplica de um fragmento particular de DNA, distribuída pelo mundo todo.” E a segunda pergunta é o que um gene egoísta isolado tenta fazer? “Ele tenta se tornar mais numeroso no pool gênico, ajudando a programar os corpos nos quais se encontra, de modo que sobrevivam e se reproduzam.” Com isso, o ponto importante deste capítulo é que um gene pode ser capaz de ajudar a fazer réplicas de si próprio, mesmo que esteja localizada em outros corpos. Então, isto parece ser um altruísmo individual, mas realizado pelo egoísmo dos genes.
   Existem algumas maneiras para que o gene reconheça cópias de si mesmo em outros indivíduos como: quando um possuidor de um gene altruísta realiza atos altruístas ou realizando cálculos de probabilidades de parentes.
   Para explicar o cálculo de probabilidade o autor fala que para pais e filhos a probabilidade de possuírem o mesmo gene é de 50%. Agora se o indivíduo A for tio de B a distância entre as gerações será de 3, e será necessário calcular ½ x ½ x ½, ou seja, (½)3, então se a distância de gerações através de um antepassado for de x, a parte de parentesco será de (½)x.
   Para calcular a distância entre as gerações é preciso identificar um antepassado em comum de A e B. Se A é tio de B, por exemplo, então o antepassado em comum é pai de A e avô de B. O cálculo vai começar em A e subir até atingir o antepassado em comum (Pai de A e Avô de B), depois desça até B. O número total de degraus para cima e depois para baixo é a distância de geração, ou seja, 1 degrau para cima e 2 degraus para baixo (1 + 2 = 3).
   Depois de definido todos esses cálculos, dawkins disserta sobre o altruísmo de parentesco falando que determinados “genes suicidas” acabam salvando a vida de parentes cujo seu grau de parentesco seja confirmado. Com tudo isso, tal gene, em média, tenderá a continuar vivendo nos corpos de um número suficiente de indivíduos salvos pelo altruísta para compensar a morte deste último.
   Dawkins conclui que o parentesco “verdadeiro” pode não ser tão importante na evolução do altruísmo do que a estimativa de parentesco que os animais podem fazer. Pois além do índice de parentesco deve-se levar em conta também o índice de certeza.
   Normalmente é possível ter mais certeza sobre quem são seus filhos do que sobre quem são seus irmãos. Ainda em determinadas espécies a mãe pode ter mais certeza do que o pai a respeito de quem são seus filhos, pois é a mãe que põe o ovo ou dá a luz, então ela tem uma boa probabilidade de saber ao certo quais são os indivíduos portadores de seus genes.

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